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Mostrando postagens de Março, 2009
O MEDO CAUSADO PELA INTELIGÊNCIAO artigo tem mais de 25 anos. Foi escrito no extinto Jornal da Bahia, em 1979, mas parece que foi redigido hoje. O autor é José Alberto Gueiros.

JORNAL DA BAHIA - Sábado, 23/09/79


Quando Winston Churchill, ainda jovem, acabou de pronunciar seu discurso de estréia na Câmara dos Comuns, foi perguntar a um velho parlamentar, amigo de seu pai, o que tinha achado do seu primeiro desempenho naquela assembléia de vedetes políticas. O velho pôs a mão no ombro de Churchill e disse, em tom paternal:

"Meu jovem, você cometeu um grande erro. Foi muito brilhante neste seu primeiro discurso na Casa. Isso é imperdoável. Devia ter começado um pouco mais na sombra. Devia ter gaguejado um pouco. Com a inteligência que demonstrou hoje, deve ter conquistado, no mínimo, uns trinta…

GENOMA E CONSUMO

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Nos próximos anos seremos mais filosóficos. Com o avanço da genética e suas recentes descobertas teremos novos dilemas éticos. O avanço das pesquisas em torno da identificação do DNA mitocondrial foi bastante noticiado recentemente. Tudo isso em nome da busca civilizatória para desvendar e conhecer o código da vida e, com ele, proporcionar a tão sonhada felicidade. Os defensores do avanço científico, como promovedor do desenvolvimento humano, estão em euforia, entretanto, os aspectos mercadológicos dessas iniciativas poderão nos trazer discriminação, abuso e injustiça. Hoje, já podemos pagar a uma agência especializada e descobrir o código da vida de uma pessoa. Através da análise de saliva, poderemos descobrir, entre outras coisas, se somos propensos a contrair doenças degenerativas e quais nossas origens étnicas. Podemos ainda, evitar catástrofes gigantescas como a possibilidade de saber antecipadamente se alguma região do planeta possui indícios de desenvolver certas patologias hum…
E o RIO corre sozinho.
Corre seguindo seu caminho.
Não necessita ser empurrado.
Pára um pouquinho no remanso.
Apressa-se nas cachoeiras.
Desliza de mansinho nas baixadas.
Precipita-se nas cascatas.
Mas, no meio de tudo isso ir seguindo seu caminho.
Sabe que há um ponto de chegada.
Sabe que seu destino é para a frente.
O RIO não sabe recuar.
Seu caminho é seguir em frente.
É vitorioso, abraçando outros rios, ir chegando no mar.
O mar é sua realização.
É chegar ao ponto final.
É ter feito a caminhada.
É ter realizado totalmente seu destino.
A vida da gente deve ser levada do jeito do RIO.
Deixar que corra como deve correr.
Sem apressar e sem represar.
Sem ter medo da calmaria e sem evitar as cachoeiras.
Correr do jeito do RIO, na liberdade do leito da vida, sabendo que há um ponto de chegada.

A vida é como o RIO.
Por que apressar?
Por que correr se não há necessidade?
Por que empurrar a vida?
Por que chegar antes de se partir?
Toda natureza não tem pressa.
Corre seguindo seu caminho.
Assim é a árvore, assim são os…

Rio de Ouro

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O rio nos acompanha no caminho da montanha velha!
O frio nos ossos não desanima o desejo de mirarmos o condor.
As montanhas de grandes chapéus brancos envaidece-se da beleza do grande gato negro.
Elas parecem cerrar nossos olhos de tantos poderes juntos!
E as folhagens mais bem felpudas das pedras anunciam o carisma da terra do sol.
E moldam nossa trilha frente aos deuses do umbigo do mundo!

"Ainda precisamos do homem?”

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Há pouco tempo, conversando com uma amiga, percebi o quanto nós homens estamos em crise. A ampliação dos direitos da mulher impôs aos homens um esvaziamento e uma reforma em sua perspectiva de embrião/modelo da raça humana. A história nos mostra elementos de beneficiamento desse lado sexual e social do ser humano que masculiniza as relações de poder e privilegia um modo de ver o mundo a partir do macho provedor. Identificamos variadas “personalidades” que o homem tem utilizado para sobreviver num mundo cada vez mais diluído dos valores que o sustentou por séculos. Surge então um dilema para nós, homens: em que medida ainda somos necessários – como modelo - ao mundo e às mulheres? É fato que homens e mulheres utilizam emblemas do mundo masculino para afirmar-se nas relações sociais e de poder. Como se o macho brutalizado, enquanto variação do masculino, fosse um tipo a ser seguido. De outro lado, muitos homens e mulheres usam os emblemas da força feminina para exercer também poderes so…